Sobre "Os ultra-ricos preparam um mundo pós-humano" de Douglas Rushloff

 A partir da leitura do texto de Douglas Rushloff, Os ultra-ricos preparam um mundo pós-humano, é possível perceber como a noção de coletivismo está deturpada - ou inexistente - no meio de uma maioria dos ultra-ricos. Isso porque ao considerar que acontecerá um "evento" que destruirá o planeta Terra, tal grupo está preocupado apenas com a mais desesperada sobrevivência de sua família e dos empregados que lhes fossem necessários dentro de um bunker ao invés de ponderar sobre soluções sustentáveis possíveis que diminuiriam as chances de qualquer calamidade, desconsiderando a espécie humana como uma só e os colocando em primeiro lugar na "Arca de Noé". Ao discorrer com o grupo sobre a relação do texto com o estabelecimento humano do trabalho, percebemos que alguns pontos demonstram bastante o cenário do trabalho no mundo atual, como: a objetificação do trabalhador da base do capitalismo (seguranças, empregadas domésticas, pedreiros e etc) que para os ultra-ricos são apenas seus servidores e não apresentam valor além da sua força de trabalho; a automação de trabalhos, por conta da invenção de tecnologias como o robô; e como a camada mais alta da economia lucra em cima dos proletários, explorando sua força de trabalho, e na hora da distribuição dos benefícios para o coletivo, isso não acontece.

Comentários

Mensagens populares deste blogue